Convidados

Alafin Oyó (PE)

Como a maioria das manifestações culturais brasileiras, o afoxé transcende o Carnaval, pois é uma representação da religiosidade negra. Esta ligação com as raízes religiosas africanas está sedimentada desde o nome.Alafin significa título de nobreza e Oyó, região de Benin, próxima à Nigéria, de onde partiu a segunda ‘remessa’ de negros para trabalhar como escravos no Brasil, no século XVI.Segundo Fernando Pessoa, o afoxé homenageia “os representantes do orixá Xangô – os nobres vindos de Oyó”.Para se ter uma idéia da influência do Alafin Oyó, basta dizer que grupos pernambucanos como o Oxum Pandá, Axé da Lua, Reflexo da África e Olodum Pandá saíram de suas fileiras.

 

Companhia Fluxo (DF)

A Cia Fluxo é um grupo de artistas circenses em seus números busca sempre mesclar a música e a linguagem cênica com as técnicas de acrobacia para dar vida a personagens e estórias que se tornam fantásticos a partir da sua simplicidade e sutileza. O grupo apresenta Coisa de Irmão, um número criado para o público infantil, utilizando a acrobacia, a linguagem do clown e a música ao vivo. O enredo desenvolve uma metáfora criativa sobre a realidade de duas crianças dispostas a se divertir usando a imaginação, depois de terem estragado a televisão e o computador.

 

Cacuriá Filha Herdeira (DF)


O Cacuriá é uma dança folclórica típica e cultural do Maranhão, foi criada há aproximadamente 32 anos no interior da capital e levada para a cidade de São Luís, por Dona Florinda e o Senhor Lauriano, mais conhecidos como: Filoca e Lauro. O Cacuriá foi criado a partir do carimbó de caixa (instrumento de batuque), que era tocado com a caixa da Festa do Divino Espírito Santo. A sua dança é coreografada, cheia de simbolismo, e cada passo da dupla transmite à manifestação da cultura, crença e costumes do povo. É uma dança alegre, criativa, sensual e envolvente. O grupo Cacuriá Filha Herdeira foi fundado em 1993, por Dona Elisene de Fátima, filha de Dona Florinda e seu Laurindo, criadores do Cacuriá em São Luís do Maranhão.


Renata Rosa (PE)

Cantora por excelência, adota a rabeca como eixo de sua obra e vai além dos limites geográficos brasileiros atingindo a ancestralidade ibérica e a universalidade da sua obra.Seu trabalho é caracterizado pelo cruzamento de elementos do coco, do cavalo-marinho, da ciranda, dos xangôs, de ritmos indígenas, da música moura e ibérica não necessariamente “modernizados” ou tornados “mais eruditos”, mas desenvolvidos e desdobrados a partir de suas próprias estruturas essenciais.

 

Jongo da Serrinha (RJ)

O Jongo da Serrinha é um dos mais tradicionais grupos de cultura do país , com 40 anos de história, o grupo de Madureira foi fundado por Mestre Darcy e sua mãe, Vovó Maria Joana Rezadeira que, preocupados com a extinção do jongo na cidade, transformaram a antiga dança praticada nos quintais da Serrinha num espetáculo. O Jongo é uma herança cultural trazida pelos negros bantos que vieram da região do Congo-Angola, na África, para as fazendas de café do Vale do Paraíba no século 19 que ficou preservado na região.

 

Redandá (SP)

Fundado em 1970, o Redandá é um terreiro tradicional de candomblé Angola herdeiro direto de Tata Londirá, o lendário Joãosinho da Goméia, bahiano que na década de 40 fincou as raízes do candomblé de tradição bantu no sudeste. O Lunzó está situado em Cipó Guaçú, distrito de Embú Guaçú, São Paulo e desde 1978, Tata Guiamazi exerce a função de Tata Inkice. A comunidade do Redandá, além das atividades religiosas, cultiva ainda diversos outros gêneros profanos, como o samba de coco, o samba angola, o jongo e a capoeira, apresentando-se e ministrando cursos de capoeira angola com o grupo Amukengue e Dendê Maruô e com o grupo Kabula.

 

Caboclinho Sete Flexas (PE)

Dança dramática na origem ou representação dos primórdios da colonização Lusa, o Caboclinho é dos folguedos mais antigos que existe no Brasil. O Caboclinho 7 flexas é considerado o Caboclinho mais tradicional de Recife, principalmente pela forte marcação dos trupés (pisadas dadas com força marcando o ritmo das evoluções). Paulinho, um dos maiores dançarinos da tradição, nos conta que é assim que os índios se comunicam.

 

Cavalo Marinho Boi Pintado (PE)

O Cavalo Marinho é uma brincadeira popular que integra dança, música e dramatização. Por meio de sua trama, fala com poesia e ironia do cotidiano dos brincantes. O Cavalo Marinho Boi Pintado de Mestre Grimário foi fundado em 1993 com ajuda do saudoso Mestre Salustiano, é remanescente do Cavalo Marinho de Mestre Batista e hoje Grimário é o mestre mais novo em atuação dessa tradição e também ministrante desta oficina.

 

Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro (DF)

Nascido em 2004, o grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro decidiu inventar um brinquedo para Brasília. Foi criado um mito repleto de figuras e elementos do Cerrado, o Mito do Calango Voador. Para dar vida às figuras dessa história, criou-se uma pulsada que pudesse trazer à brincadeira um ritmo próprio, nasceu o Samba Pisado. Da mistura desse novo samba com o teatro de quintal, Seu Estrelo traz um novo circo de rua, unindo o terreiro e o picadeiro numa singular e moderna brincadeira que povoa com novos seres o incrível imaginário popular brasileiro.

 

Terno Quente (PE)

 

Grupo formado por três pernambucanos radicados em São Paulo que trabalham divulgando a cultura nordestina através do coco rural. Da espontaneidade e com a experiência dos integrantes, os três (Terno) fazem a temperatura subir esquentando (Quente) o ambiente com a música do côco de roda já conhecido por todo o Brasil e com o peculiar coco da cidade de Nazaré da Mata – PE.

 

Família Vagamundi (BA)

A Família Vagamundi apresenta o espetáculo Desencaixados. Misturando várias técnicas tradicionais de circo como acrobacia, malabarismo, equilibrismo, entre outras, os palhaços mostram como é possível divertir-se em meio a simplicidade, basta decidir-se, optar pela alegria. Desencaixados é um espetáculo em que três palhaços vagabundos se relacionam e brincam com caixas de papelão recicladas de muitos tamanhos e formas, com muita ludicidade, energia e espírito de criança.

 

Boi do Seu Teodoro (DF)

Teodoro Freire nasceu em 1920, no Maranhão. Por volta de seus 10 anos conheceu o Bumba Meu Boi, na época das festas esperava sempre a mãe dormir para sair às escondidas, seguir os cantadores e aprender as toadas de boi. Assim, começa a história de um grande mestre da cultura popular maranhense em Brasília. Há 48 anos na cidade Seu Teodoro ganha vários prêmios dentre eles o de comendador cultural tornando-se uma grande referência de cultura popular na cidade. Mantém o seu grupo que hoje é composto por 75 integrantes divididos em pandeirão, matraca e maracá; cazumbás; índias; vaqueiros; Amo; Pai Francisco; Mãe Catarina e Boi.

 

Piaba de Ouro (PE)


O Piaba de Ouro foi criado em 1977 por três amigos com a liderança de Mestre Salustiano junto com Manoel Mauro de Souza e Augustinho Pires. Criaram um maracatu em homenagem a um rio chamado Piaba de Ouro, que é o Maracatu de Baque Solto Piaba de Ouro. Com o decorrer do tempo, foram juntando pessoas da Zona da Mata, que moravam na capital, e assim, começou a concorrer no Carnaval Pernambucano. Ganhou vários títulos,  chegou uma época em que não perdiam pra ninguém. Até que nos anos 80, a organização do carnaval pediu para que o Piaba  de Ouro não concorresse mais, por ganhar sempre todos os títulos, e que se apresentasse numa categoria especial.

Pé de Cerrado (DF)

Com objetivo de pesquisar e divulgar os tradicionais ritmos musicais do Brasil, seis jovens músicos de Brasília formaram em 1999 o grupo cultural Pé de Cerrado. Do coco ao maracatu, baião, xote, frevo, chorinho e samba, o grupo traz, além da música, a dança, o teatro, circo, cantos indígenas, brincadeiras típicas do folclore brasileiro. Conhecidos pela interação com o público, o espetáculo carrega influências de grandes nomes da música brasileira como Antônio Nóbrega, Hermeto Pascoal, Luiz Gonzaga e Quinteto Violado.

 

Mamulengo Presepada (DF)

Nascido de oficinas coordenadas por Fernando Augusto, do Grupo Mamulengo Só-Riso, e da convivência com o amigo Carlinhos do Babau, do Grupo Carroça de Mamulengos, o MAMULENGO PRESEPADA, começou a atuar em 1985, depois de viajar três anos pelo nordeste brasileiro. Foi Mestre Solon, importante mamulengueiro, já falecido, do Mamulengo Invenção Brasileira, quem presenteou o grupo com os primeiros bonecos e.ensinou-lhe que “em São Saruê, vive tudo o que se imagina” e que “boneco é anterior ao homem”, abençoando o caminho que o MAMULENGO PRESEPADA vem seguindo desde então.