Convidados

Grupo Galpão

O Grupo Galpão é uma das companhias mais importantes do cenário teatral brasileiro. Com quase trinta anos de existência, o grupo desenvolve um teatro que alia rigor, pesquisa, busca de linguagem, com montagem de peças com grande poder de comunicação com o público. Formado por atores que trabalham com diferentes diretores convidados, como Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Paulo de Moraes e Yara de Novaes (além dos próprios componentes que também já dirigiram espetáculos do Grupo), o Galpão forjou sua linguagem artística a partir desses encontros diversos, criando um teatro que dialoga com o popular e o erudito, a tradição e a contemporaneidade, o teatro de rua e o palco, o universal e o regional brasileiro. Com essa mescla, o Galpão cria uma cena de forte comunicação e empatia com o público, com mais de 1.300.000 espectadores, em 2.479 apresentações. Ao longo de sua trajetória, o Grupo participou de 41 festivais internacionais (na Europa, América latina, Estados Unidos e Canadá) e de 70 nacionais, em todas as regiões do país, sendo o único grupo brasileiro a se apresentar no “Globe Theather”, em Londres. O Grupo acumula ainda 19 montagens no currículo, e mais de 100 prêmios brasileiros, com destaques para o “Prêmio Shell” (1994 – Rio de Janeiro), nas categorias melhor direção, melhor figurino e melhor iluminação, e para os Prêmios do estado de Minas Gerais “Usiminas Sinparc” e “SESC Sated”, de Reconhecimento Cultural pelos 25 anos de Atividades.

Lume Teatro

Fundado em 1985, por Luís Otávio Burnier, Carlos Simioni e Denise Garcia, o LUME é conhecido em 26 países e considerado um dos mais importantes centros de pesquisa teatral do Brasil, com reconhecimento internacional. Como núcleo artístico e pedagógico vinculado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), trabalha na elaboração de novas possibilidades expressivas corpóreas e vocais de atuação, redimensionando o teatro enquanto ofício e poética. Há 26 anos, o grupo formado por sete atores difunde sua arte e metodologia por meio de oficinas, demonstrações de trabalho e projetos de intercâmbio, e constrói espetáculos que quebram as formas convencionais de relação com o público.

Pedro Salustiano

Nascido e criado nas tradições populares, Pedro é um dos filhos do Mestre Salustiano, e desde cedo se dedica ao Cavalo Marinho e ao Maracatu Rural. Já foi bailarino do Grupo Grial de Dança e hoje faz parte do Grupo Arraial, da Secretaria Especial de Cultura de Pernambuco. Em 2006, Pedro Salustiano ministrou aulas de Cavalo Marinho para o elenco e participou como ator da mini-série “A Pedra do Reino” (TV GLOBO). Em 2007, gravou o DVD “Herança de Um Brincante: Samba no Canavial”, dirigido por Paulo Caldas.

“É a minha vida. Eu penso muito no meu dia-a-dia. É uma coisa da família, de berço, uma grande herança que meu pai deixou pra família Salustiano, Mestre Salu. E sempre Cavalo Marinho foi a minha paixão. Gosto do Maracatu, gosto da Ciranda, do Mamulengo, mas a minha paixão sempre foi o Cavalo Marinho.”

Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro

Com a proposta de criar um identificador cultural em Brasília, o Grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro inventou seu próprio mito e leva em suas apresentações elementos do cerrado para o imaginário popular. Criou também um som próprio, uma batida de tambor peculiar batizada pelo grupo de Samba Pisado. 

Formado por importantes tradições, principalmente os Maracatus e o Cavalo-Marinho, o Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro traz um novo circo de rua, unindo o terreiro e o picadeiro numa singular e moderna brincadeira - uma manifestação original de grande importância para renovação da cultura popular brasileira.

Antônio Nóbrega

O músico, compositor e dançarino Antonio Carlos Nóbrega nasceu em Recife (PE), em 1952. Desde criança toca violino. No final dos anos 60, participava da Orquestra de Câmara da Paraíba e da Orquestra Sinfônica do Recife quando, convidado por Ariano Suassuna, passou a integrar como instrumentista e compositor o Quinteto Armorial - o mais importante grupo a criar uma música de câmara erudita brasileira de raízes populares.

A partir de 76, começou a desenvolver um estilo próprio de concepção em artes cênicas, dança e música, apresentando espetáculos como “A Bandeira do Divino”, “A Arte da Cantoria”, “Maracatu Misterioso”, “Mateus Presepeiro”, “O Reino do Meio Dia”, “Figural”, “Brincante”, “Segundas Histórias” e “Na Pancada do Ganzá”.  Em 1997, lançou o espetáculo, acompanhado do CD homônimo, “Madeira Que Cupim Não Rói”, viajando pelas capitais brasileiras.

Ao longo da carreira, Antonio Nóbrega acumulou prestígio no Brasil e no exterior, além de prêmios como Shell, APCA, TIM e Mambembe.

Cavalo Marinho

O Cavalo Marinho é uma brincadeira popular que integra dança música e dramatização. Por meio de sua trama, fala com poesia e ironia do cotidiano dos brincantes. Impressiona pela riqueza e complexidade, envolvendo a todos com improviso e a relação dinâmica que estabelece com o público. O Cavalo Marinho Boi Pintado é um dos grandes representantes dessa brincadeira no estado de Pernambuco.

Zé Divina

Brincando com seus bonecos Mestre Zé Divina desenvolve personagens tradicionais do mamulengo pernambucano, tais como Simão de Lima Condessa, empregado da fazenda de Capitão Mané Almeida; Zango, desventurado cidadão do mundo, que após muito tempo encontra sua mãe, Flor do Mundo, casada com um padrastro; Um padre, de caráter nada confiável, fazendo a confição de Quitéria. Díalogos dinamicos e abertos ao improviso de um mestre que aprendeu brincando nos terreiros dos sítios da Zona da Mata.

Mundu Rodá

Ao longo de seus 10 anos a Cia. Mundu Rodá de Teatro Físico e Dança (SP), fundada pelos artistas Juliana Pardo e Alício Amaral, vem construindo uma linguagem cênica própria a partir da observação, do contato e do diálogo com as Danças Tradicionais Brasileiras e o Trabalho do Ator/Músico/Bailarino. A riqueza oferecida por estas manifestações tradicionais reside na combinação estrutural do teatro, da dança e da música em suas formas expressivas. A partir de pesquisas e experiências, em viagens e com artistas de diferentes áreas, a Cia. trabalha na criação de uma metodologia de preparação e encenação do artista intérprete que dá destaque às corporeidades brasileiras.
As pesquisas desenvolvidas pela Cia. Mundu Rodá são objetivadas na elaboração e organização de novas formas de construções corporais integradas ao canto e a música, ao teatro e a dança, dialogando com a tradição e a inovação, trilhando um caminho para a elaboração de um treinamento técnico que contribua na formação de atores e bailarinos, e esboçando a criação de novas formas de expressões contemporâneas da arte brasileira.